Boas-Vindas

O objetivo deste espaço é compartilhar experiências relacionadas ao tema "Busca e Salvamento" (SAR)! Os textos publicados são de responsabilidade exclusiva e pessoal de seus autores, sem vínculo com qualquer instituição.

domingo, 15 de maio de 2011

O mistério das balizas “indeterminadas”...


O funcionamento do Sistema COSPAS-SARSAT consiste em captar, processar e distribuir os sinais de emergência emitidos por balizas diversas (ELT, EPIRB ou PLB), através do BRMCC, aos SALVAERO (RCC) para investigação.
A partir da informação de que alguém pode estar em emergência, o RCC emprega todos seus esforços no sentido de localizar a fonte emissora engajando os recursos aéreos disponíveis, se necessário.
Infelizmente, apesar do empenho dos profissionais do RCC na pesquisa, vários podem ser os fatores contribuintes para o insucesso, ou seja, para a não identificação da fonte emissora: o sinal não está registrado em nenhum MCC, o sinal não é mais captado, a fonte emissora cessa a emissão, etc.
Ao final, o resultado é um gasto de recursos preciosos que poderiam estar sendo empregados em situações reais de emergência!

Sem mistérios, estes alertas são classificados como “indeterminados”, justamente porque não foram localizados, por mais precisa que fossem as informações disponibilizadas pelo Sistema.
Qual a freqüência que isso ocorre? No Brasil, em 2010 foram 581 alertas classificados desta forma... (imaginem o desperdício de recursos!)
O que podemos fazer para minimizar esse fenômeno? É consenso entre os países que compõe o Sistema C/S que a única maneira de mitigar este problema é através da educação!
A condução de campanhas nacionais de conscientização dos usuários do Sistema COSPAS-SARSAT é fundamental para o aumento do registro das balizas no BRMCC e, consequentemente, para o decréscimo dos alertas indeterminados.

A responsabilidade dos usuários aliada ao comprometimento dos profissionais SAR resulta diretamente no aumento da segurança da aviação!

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